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“Estou preparado para governar o Estado”, afirma Daniel Vilela

Por 3 de outubro de 2018 Sem Comentários
Daniel em Debate da TV Anhanguera

Candidato ao governo pelo MDB diz que goianos, depois de quatro anos, irão olhar para trás e comprovarão que a mudança que ele representa deu certo

Daniel em Debate da TV Anhanguera

Candidato ao governo do Estado como representante de uma “nova política”, o deputado federal Daniel Vilela (MDB) reforçou, no debate da TV Anhanguera / Rede Globo realizado na noite desta terça-feira (2), a falta de confiabilidade e a pouca consistência das raras propostas apresentadas pelo senador Ronaldo Caiado (DEM), que tampouco apontou como conseguiria tirá-las do papel, e o mundo da fantasia criado pelo governador José Eliton para retratar a situação de Goiás. Este apego ao discurso vazio, sem lastro na realidade, confirma que ambos são mais do mesmo e é fruto dos quase 20 anos de convivência próxima, aponta Daniel.

O confronto foi dividido em quatro blocos – dois deles com temas livres e dois com temas pré-determinados. Daniel ainda usou seu tempo para, embasado em dados e números reais, evidenciar a profunda crise pela qual atravessa o Estado, com programas sociais em atraso, falta de medicamentos em hospitais e até dívidas com a empresa que monitora o uso de tornozeleiras eletrônicas – cerca de quatro mil serão desativadas nesta quarta (3) por falta de pagamento.

O emedebista disse ao governador: “Você precisa sair do Palácio e enxergar a realidade nas ruas. É impressionante sua capacidade de atuar, parece um ator aqui neste debate. E tem outra verdade que precisa ser dita: Caiado também é responsável por essa situação. Ele esteve com vocês por 16 anos e agora só está pulando fora porque a ‘casa caiu’. A turma é a mesma, não muda nada”, disse Daniel tão logo teve a oportunidade de dirigir-se a José Eliton.

A participação do emedebista, do começo ao fim do debate, foi permeada por apresentação de propostas para áreas como Saúde, Educação e Segurança. Em determinados confrontos, ele foi mais incisivo e não economizou declarações contundentes. “Chega deste discurso generalista, Caiado. Você admite que as contas do Estado estão em frangalhos, mas sequer sabe de onde vai tirar recursos para viabilizar tudo que promete. Isso é a representação das velhas práticas políticas que nós combatemos”, enfatizou Daniel.

Como a crise no sistema penitenciário tem sido manchete diária nos jornais, o ponto alto do debate foi quando Daniel questionou Ronaldo Caiado sobre propostas para a área – tema que foi sorteado pelo mediador no segundo bloco. O democrata tentou usar o espaço para atacar o governador.

Na réplica, o emedebista afirmou: “Suas críticas à gestão de José Eliton são verdadeiras. Mas chegam com 20 anos de atraso. Você esteve ao lado deles por muito tempo e nunca fez nada para melhorar o sistema prisional quando tinha oportunidade. Ambos, junto com o ex-governador Marconi Perillo, fazem uma política personalista, gostam de alimentar a vaidade de vocês”. Na sequência, Daniel listou propostas, como a transferência do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia para outra área e a transformação do espaço em um polo industrial capaz de gerar 50 mil novos empregos.

Outro destaque foi o confronto entre Daniel e José Eliton quando a pauta era Segurança Pública. “Sua gestão como secretário de Segurança foi a pior da história. Você deixou a secretaria pelas portas dos fundos, com os piores índices de criminalidade. Nós vamos colocar mais 1.700 policiais nas ruas para reforçar o efetivo e vamos investir em inteligência”, disse Daniel, para em seguida completar: “Os goianos sabem que valem a pena acreditar, ousar e apostar no dinamismo da juventude e escolherão o nosso projeto como símbolo da verdadeira mudança.”

Fuga

Foram perceptíveis as preferências de Ronaldo Caiado e de José Eliton por Weslei Garcia (PSOL) e Kátia Maria (PT) nos momentos em que era possível escolher um candidato para responder a questão que ambos formulariam. A estratégia de “duelar” com os candidatos com menos pontos nas pesquisas serviria para que Daniel não tivesse tempo de expor as contradições e incoerências de Caiado e Zé Eliton.

“Quem quer governar um Estado como Goiás tem que estar preparado para enfrentar o debate franco e aberto. Caiado e Zé Eliton pensam o quê? Que se fossem eleitos eles teriam como escolher um problema para resolver e então fugiriam dos demais?”, questionou Daniel ao final do debate.

No encerramento, quando cada candidato poderia fazer suas últimas considerações, Daniel dirigiu-se diretamente aos telespectadores: “Nós representamos o caminho da renovação e da mudança. Defendemos um projeto que seja indutor do desenvolvimento do Estado, e isso será feito com uma equipe competente, que será capaz de ofertar serviços públicos de qualidade. E depois de quatro anos, vocês irão olhar para trás e poderão ver que deu certo”.

Este foi o último debate entre os candidatos ao governo do Estado antes dos goianos irem às urnas no dia 7 de outubro, data do 1º turno. Em todos que foram realizados em diferentes emissoras de rádio e TV, além daqueles organizados por entidades de classe, Daniel marcou sua participação – sempre elogiada posteriormente por analistas políticos, comentaristas e em matérias que repercutiram os confrontos entre os governadoriáveis – pela apresentação de propostas reais, que demandariam a organização imediata das contas do Estado para que pudessem se tornar realidade, mas que, ao mesmo tempo, seriam capazes de fazer com que Goiás retomasse seu desenvolvimento, gerando mais emprego e qualidade de vida.

Tudo isso somado a dois eixos políticos dos quais Daniel não abriu mão nos debates: se por um lado ele utilizou os debates para apontar falhas graves na gestão de José Eliton, como aumento de impostos – Daniel propõe reduzi-los – e falta de planejamento, por outro mostrou o vínculo de Ronaldo Caiado com o atual governador e com o ex, Marconi Perillo, e as semelhanças nas práticas políticas e até nas propostas de campanha.